A HISTÓRIA DO ESPORTE CLUBE NOVO HAMBURGO

A história do Esporte Clube Novo Hamburgo é uma das mais belas do futebol gaúcho e brasileiro, sendo escrita por pioneiros e abnegados desde seu surgimento no apogeu da colonização alemã na Região Metropolitana do Rio Grande do Sul. Foi fundado em 1° de Maio de 1911 por membros de etnia alemã e nascido em território leopoldonse, 26 anos antes da emancipação da cidade de Novo Hamburgo. Conheça a linha do tempo!

  • Em 1º de maio se inicia a trajetória, quando um grupo de funcionários e diretores da extinta fábrica de calçados Adams fundou a agremiação durante uma tradicional confraternização com churrasco do Dia do Trabalhador, a qual sempre era encerrada com futebol. Naquela época, o esporte ainda começava a se preparar para virar preferência nacional. Ali decidiu-se que as cores seriam o azul anil e branco.

     

  • Por muito pouco o clube não se chamou Adams Futebol Clube, mas a corrente vencedora sempre buscou levar o nome da cidade em sua camiseta. Era fundado, então, o Sport Club Novo Hamburgo, que depois viria a ser Esporte Clube Novo Hamburgo, o Noia – apelido carinhoso dado ao clube como desinência da pronúncia alemã Neue Hamburg.

  • No dia 23 de Novembro de 1913, o SCNH inaugura seu primeiro campo, em uma partida contra o Taquarense.

  • Nesse ano, o clube compra uma nova área para ser sua sede, conhecido como Estádio dos Taquarais e considerado seu primeiro estádio.

  • Ano marcou a primeira disputa do Campeonato Gaúcho, certame no qual o clube é o maior participante entre todos os clubes do interior (fora dupla da capital).

  • Nessa época começa uma campanha que dá 10 títulos de campeão da região, quase que sequenciais, até 1942.

  • Ano em que venceu o Campeonato Metropolitano, destaque na rica trajetória do clube, derrotando adversários fortes da época como o Nacional, Grêmio Esportivo Renner, São José, Cruzeiro, Força e Luz, entre outras equipes.

     

  • Por imposição dos efeitos nacionalistas e anti-alemães no Brasil durante a 2ª Guerra Mundial, o clube muda seu nome para Esporte Clube Floriano, numa homenagem ao marechal Floriano Peixoto.

  • O clube chega ao Vice-campeonato Gaúcho, dirigido por Alfredo Poisl e presidido por Pércio Haas.

  • O Noia chega mais uma vez à final do Campeonato Gaúcho, enfrentando o famoso “rolo-compressor” do Internacional de Porto Alegre. Numa final muito polêmica, com um pênalti duvidoso, o adversário venceu o primeiro jogo pelo placar mínimo. Sem se intimidar, o Anilado foi à Porto Alegre e venceu por 2×1. Mas, na prorrogação, numa cobrança de falta, o Inter ficou com o título.

  • Ano de uma das mais clássicas formações em campo melhor time da época com os atletas: Paulinho; Zulfe, Mirão, Heitor e Crespo; Casquinha, Pitia e Soligo; Niquinho, Martins e Raul Klein, com o técnico Carlos Froner. Após a disputa do Gauchão, um quadrangular histórico foi disputado por Grêmio, Inter, Pelotas e Floriano, com o Anilado na primeira colocação, um feito fantástico.

  • O clube vende a área do Estádio dos Taquarais e compra outra na Vila Rosa onde construirá uma nova casa.

  • No dia 01 de Maio desse ano é inaugurado o Estádio Santa Rosa, numa partida com o Grêmio Football Porto Alegrense, com empate em 2×2.

  • Em 1956, o então ex-jogador anilado Raul Klein disputou ao lado de Paulinho, também integrante do grande plantel anilado de 52, o Panamericano com Seleção Brasileira. A canarinha foi campeã com uma equipe formada, em sua base, por atletas gaúchos.

  • O Conselho Deliberativo decidiu que era preciso voltar às raízes e novamente ao nome original do clube. O Floriano passava novamente a se chamar Esporte Clube Novo Hamburgo, agora com o aportuguesamento da expressão “sport”.

  • O clube volta a realizar façanhas nesta temporada conquistando o Título do Interior, sob o comando de Benno Becker. A equipe, formada por Carlos; Di, Coti, Ademir e Jorge Tabajara; Lindomar e Xameguinha; Dirceu, Helenilton, Bira e Jaime Feltes.

  • Inauguração da iluminação do Estádio Santa Rosa, fruto de uma campanha que mobilizou a sociedade à época.

  • O dia 30 de setembro de 1979 marca a primeira partida anilada no Campeonato Brasileiro, pela então Taça de Prata (equivalente à Série B do Brasileiro), diante do Joinville, em Santa Catarina.

  • Comandado por Júlio Arão, o Noia volta a conquistar o título de Campeão do Interior, com uma equipe-base que marcou época: Daniel; Manoel, Ronaldo, Paulo Vieira e Joaquim; Lourival, Ederson e Dagoberto; Itamar, Paraná e Passos.

  • Esta temporada marca uma das campanhas mais empolgantes do Anilado, na qual liderou boa parte do certame, sendo superado somente ao final pelo Internacional. Comandados por Vacaria, o time base tinha Marquinhos; Celso Augusto, Bob, Solis e Luiz; Palmito, Robson e Zé Luiz; Zé Melo, Romário e Anchieta.

  • O Noia confirmava a boa fase e se consagrava Campeão da Copa Aceg, campeonato que marcou época por ser o principal do futebol do interior.

  • Mostrando solidez e consolidado como uma a terceira força do estado do RS, o Novo Hamburgo sagrou-se novamente Campeão da Copa Aceg.

  • Após um campeonato de contenções, o clube é rebaixado pela primeira vez no principal certame gaúcho.

  • Após sagrar-se vice-campeão Gaúcho da Segunda Divisão, o Noia volta à elite estadual com a equipe formada por Marcelo; Sandro Silva, Eduardo e Paulo César Magalhães; Alceo, André Bagé, Sandro Oliveira, Caio Júnior e Nandiú; Preto e Júlio César.

  • Pela segunda vez, o Noia é rebaixado no Gauchão.

  • O Noia sagra-se Campeão da Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho.

  • Após 5 anos na Divisão de Acesso, comandado pelo já conhecido técnico Vacaria, o Novo Hamburgo sagrou-se Campeão da Divisão de Acesso e, assim, retorna à elite do futebol gaúcho.

  • O clube volta a ser rebaixado no Gauchão.

  • Após uma reformulação administrativa sob liderança do presidente Rosalvo Johann, chega o título de Vice-campeão da Divisão de Acesso e o clube volta em definitivo à elite estadual.

  • Ano que marca a volta das disputas dos certames nacionais com a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, pela primeira vez.

  • Seguindo na sua ascensão, o Noia tem um ano memorável com conquista dois títulos: Campeão Copa Emídio Perondi (considerada a segunda parte do Gauchão) e Campeão Copa FGF, competição disputada inclusive pela dupla Grenal. Com isso, disputou a Série C do Brasileirão tendo uma das melhores campanhas de um time gaúcho no certame, chegando ao quadrangular final, disputando o título com o Remo, América de Natal e Ipatinga.

  • Depois de liderar a primeira fase da Copa Emídio Perondi, a equipe chegou à final contra o Brasil de Pelotas, quando empatou o primeiro jogo em 1 a 1 no Bento Freitas e venceu por goleada o jogo de volta por 3 a 0, no Estádio Santa Rosa completamente lotado. A base era formada por Luciano; Rosalvo (Marcelo), Dias e Sandro Blum (Neuri); Rafael, Pedro Ayub, Márcio, Preto e Alex; Luiz Gustavo e Valdinei (Flaviano), sob o comando do técnico Gilmar Iser. Nessa mesma temporada, o ECNH sagrou-se Campeão da Copa FGF.

  • Temporada em que o Noia alcançou o vice-campeonato no primeiro turno do regional, sendo superado apenas pela dupla Gre-Nal. Na disputa da Taça Fernando Carvalho, a equipe chegou à final, eliminando o Internacional no Beira Rio, com um 2 a 1 na semi-final. Porém, na partida que valia o troféu, o Anilado sofreu um revés para o Grêmio pelo placar mínimo. No segundo turno, a equipe caiu na fase de quartas-de-final para o Internacional, nos pênaltis, depois de empatar em 3 a 3 no Estádio do Vale.

  • O Noia novamente fez bela campanha no Gauchão, chegando à final da Taça Piratini contra o Caxias. No Estádio do Vale, após empate no tempo normal em 1 a 1 com o Caxias, a equipe comandada por Itamar Schülle foi superada nas penalidades por 3 a 2, ficando com o vice-campeonato.

  • Ano em que o clube voltou a encher seu torcedor anilado de orgulho com dois troféus. No primeiro turno da Copa Metropolitana, o título foi conquistado diante do seu maior rival, o Aimoré. Já na Copa Willy Sanvitto, o título veio diante de outro rival histórico: o São José de Porto Alegre.

  • Na temporada comandada por Itamar Schulle, o Anilado viveu o êxtase de avançar às oitavas de final da Copa do Brasil, após inesquecível vitória sobre o ABC de Natal, no Estádio do Vale, por 2 a 0. Mas questões burocráticas envolvendo o BID, ocasionaram a eliminação do certame nacional, colocando fim ao sonho do título nacional. Ainda assim, nada apaga o feito realizado pela equipe, que eliminara em fases anteriores equipes favoritas. Além disso, o anilado conquistou a Copa Metropolitana sobre o Internacional.

  • Com um projeto ousado, nesta temporada o Noia veio com uma equipe recheada de jogadores experientes. Leandrão, Rafael Dal Ri, Luis Mário, Magrão e Bolívar são alguns nomes que, treinados por Roger Machado, esbarraram apenas no Grêmio, dentro da Arena, em jogo válido pelas quartas-de-final, com empate em 1 a 1 e revés no pênaltis.

  • Temporada histórica em que o Noia chegou ao panteão seleto de clubes do interior com título de Campeão Gaúcho, eliminando os dois times da dupla Gre-Nal. Depois de uma arrancada histórica, com vitória nas seis primeiras rodadas, o Anilado liderou o Gauchão de ponta a ponta. Na fase de playoffs, o time de Beto Campos eliminou São José/POA (duas vitórias de 1 a 0) e desbancou o Grêmio nas semifinais (empates de 1×1 e vitória nos pênaltis). Na decisão, mesmo com o favoritismo colorado, empatou com autoridade em 2 a 2 no Beira Rio e, no último e decisivo jogo, transferido de última hora para o Estádio Centenário (Caxias do Sul), o empate em 1 a 1 levou a decisão para os pênaltis. Com gol do zagueiro Pablo, o Novo Hamburgo conquistou o seu primeiro título gaúcho em 106 anos de história. Um feito irreparável na história gloriosa do Noia.

  • Sete dias após conquistar o sonhado título  de Campeão Gaúcho, o Noia perdeu uma de suas referências, o patrono Reinaldo Von Reisswitz, faleceu no dia 14 de maio de 2017. Ele esperou até seus 94 anos, para ver seu Noia conquistar esse feito.  E o mais interessante, que ele sabia que aquele seria o ano em que o Clube conquistaria esse título.  Em uma entrevista, para equipe da RBS TV , ele emocionou os anilados, ao final da reportagem pedindo aos jogadores que conquistassem esse título. Reinaldo foi um grande colaborador do anilado. Foi presidente do clube em 1971, colaborador de todas as horas, integrante de diversas diretorias, um apaixonado pelo Noia. Torcedor de um só clube, incentivador, agregador, um legítimo anilado. O memorial do clube leva seu nome.

     

  • Um fato triste marcou o ano do Noia. No dia 23 de julho de 2018, aos 54 anos, faleceu o técnico campeão Gaúcho Beto Campos.  O comandante que esteve à frente da equipe no título gaúcho de 2017 e também no Gauchão de 2018.  Além de treinador, Beto Campos também marcou sua história no Noia, como atacante da equipe, fazendo o torcedor anilado comemorar com os gols marcados.